A seleção brasileira feminina protagonizou um dos maiores jogos da história da Copa América neste sábado (2), ao vencer a Colômbia por 5 a 4 nos pênaltis, após um empate eletrizante por 4 a 4 no tempo normal e na prorrogação. A final, disputada em Quito, no Equador, teve de tudo: gols, reviravoltas, emoção e uma Marta que, mais uma vez, mostrou por que é o grande nome da história do futebol feminino.
Com o título, o Brasil conquista seu nono troféu continental, mantendo a hegemonia sul-americana e garantindo, com autoridade, sua vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Durante os 120 minutos de bola rolando, o duelo foi uma verdadeira montanha-russa emocional para torcedores e jogadoras. A cada vantagem colombiana, o Brasil reagia com coragem. Aos 88 minutos, quando tudo parecia perdido, Marta acertou um chute preciso de fora da área, empatando a partida e levando a decisão para a prorrogação. Ela ainda marcou novamente, mas a Colômbia voltou a igualar o placar.
Na disputa por pênaltis, Marta foi a primeira a cobrar, mas parou na goleira adversária. Após o jogo, visivelmente emocionada, ela desabafou em entrevista ao SporTV:
Eu estava ali pedindo a Deus que não me castigasse tanto, porque entrar no jogo como estava, ser agraciada com o gol de empate, depois mais um gol… A gente acabou dando um vacilo nos últimos minutos e elas empataram. Voltei depois da cobrança de pênalti muito abalada, mas elas não me deixaram cair. Sempre acreditando, sempre confiando que a gente ia conseguir, que a Lorena ia pegar os pênaltis. O nosso objetivo maior, sem dúvida, é ver o futebol brasileiro e sul-americano brilhando cada vez mais.
Desde a primeira edição da Copa América Feminina, o Brasil dominou a competição, deixando escapar o título apenas em 2006, quando a Argentina conquistou o campeonato no formato de pontos corridos.
